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Uau! Qualcomm apresenta processador baseado no cérebro humano. Entenda-o

brainarchitecture

O cérebro humano ou a velocidade computacional de processadores? Capazes de realizar operações lógicas e processarem informações que qualquer ser humano é incapaz de realizar mentalmente em apenas milésimos de segundos, os computadores parecem, em um primeiro momento, idealizar a perfeição nunca atingida ao longo da evolução da nossa espécie; mas estão presos à uma realidade que, até hoje, é inevitável: eles não pensam; não raciocinam. Velocidade versus personalidade intelectual. De qual lado você fica?

A Qualcomm, fabricante de processadores de excelentes smartphones (a exemplo do Galaxy S4, Sony Xperia ZQ, LG Optimus G, Google Nexus 4, Nokia Lumia 920 e de alguns aparelhos da cada vez mais decaída BlackBerry), propõe o início de uma nova era de arquitetura de processadores. Três metas são definidas pela empresa:

  • Aprendizagem biologicamente inspirada: o “Qualcomm Zeroth”, como a empresa batizou seu projeto, não deve limitar-se a uma percepção similar à humana, mas também ter a capacidade de aprender como os cérebros biológicos aprendem. Ao invés de pré-programar comportamentos e resultados com milhares de linhas de códigos, a proposta é desenvolver uma suite de software que faz aparelhos capazes de aprender e entender o feedback do ambiente.
  • Ver e perceber o mundo como os humanos: outra grande meta do processador Zeroth é replicar a eficiência dos nossos sentidos e da comunicação de informações que ocorrem em nosso cérebro. Neurocientistas criaram modelos matemáticos que caracterizam com precisão o comportamento do neurônico biológico quando eles estão enviando, recebendo ou processando informações.
  • Criação e definição de uma unidade de processamento neural (NPU): criar, definir e padronizar a nova arquitetura. Será um interessante desafio…

Por enquanto, o máximo que temos é um vídeo de um robô que funciona com o processador Qualcomm Zeroth. Ele aprendeu a definir seu caminho exclusivamente indo e voltando pelas marcas brancas.

O projeto, quando evoluir mais, pode ser essencial em futuras máquinas? Sem dúvidas. Mas é fácil pressupor que a liberdade de um processador trará desvantagens para um software matematicamente lógico. Se poucas variações de hardware já causam comportamentos diferentes nos programas mais complexos, imagine o caos de um processador que faz o que bem entender?

Toda a aprendizagem, memória e decisões são feitas usando redes neurais biologicamente reais que rodam em hardware.

Em matéria em seu blog oficial, a Qualcomm detalha sua inovação. Se você se interessou, leia mais por lá.