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Tubby App é falso, e o Lulu pode estar com os dias contados…

Ao longo das últimas semanas, uma ideia consolidada pelo aplicativo Lulu ganhou força na web. Em poucos dias, o aplicativo conquistou os smartphones e tablets do público brasileiro. A ideia ainda está viva, e consiste na avaliação de homens por parte das mulheres – algumas vezes insatisfeitas por serem chutadas por você no passado e querem descontar sua persistente raiva e descontentamento com a situação. O anonimato surge, então, como a melhor opção para isso. E para os homens, a ideia de ser bem avaliado no app nasce como um sinônimo de status. Ainda me impressionei ao ler que um site que vende avaliações falsas para homens gerou um investimento de R$ 1 milhão (!). O número é sinal que o negócio deu, definitivamente, certo.

Surgiu, então, a ideia do Tubby App – que seria um projeto que imitaria a ideia do Lulu, só que se destinaria aos homens. Nós poderíamos, supostamente, avaliar as mulheres. Seu lançamento foi prometido para quarta-feira, e depois adiado para sexta-feira, hoje. No entanto… tivemos uma surpresa: o Tubby não existe, e o projeto é uma trollagem. Seus criadores são contra a objetificação de pessoas, e explicam suas ideias em um vídeo.

Conversando com um amigo que cursa Direito, descobri um detalhe interessantíssimo. A nossa Constituicão traz, em seu artigo 5, inc IV:

  • Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
    • IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

Na interpretação mais simples e concreta da lei, você pode falar o que quiser – desde que suas falas não sejam infrações à outras leis –, desde que seja vedado o anonimato (desde que você não seja anônimo). E no Lulu…  o único compromisso que o app tem com as mulheres é garantir o anonimato.