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Para Qualcomm, tecnologia 64 bits do processador A7 é só um truque de marketing

Na primeira quinzena do mês passado, precisamente no dia 12 de setembro, criei um debate no blog sobre o processador A7. Na matéria, eu expliquei, em síntese, que a arquitetura de 64 bits da Apple é sim um avanço que todas as fabricantes de processadores de smartphones seriam forçadas a adotar, mas não tão iminentemente como pensamos. A Apple, na verdade, só adiantou uma tecnologia que, hoje, é inviável na maioria dos casos.

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A Apple permite a compilação de aplicativos em 64 bits no novo Xcode. Mais ainda: com algumas mudanças nas regras da App Store, desenvolvedores podem lançar versões de apps específicas para aparelhos antigos. Isso significa que, hoje, para um desenvolvedor, é possível que um app seja publicado na mesma loja virtual em duas versões diferentes. Uma em 64 bits para os iPhones 5s – e, por consequência, para mais dispositivos que estão por vir no futuro que serão equipados com processadores que trabalham em 64 bits –; a outra para aparelhos que ainda estão limitados à arquitetura de 32 bits.

Agora, um diretor de marketing (CMO) da Qualcomm, empresa estado-unidense fortíssima no desenvolvimento de processadores – que inclusive fornece o processador dos celulares mais potentes em hardware, como o Galaxy S4 – opina sobre o A7 e traz o que já havíamos adiantado na matéria anterior, publicada no mês passado. Anand Chandrasekher diz, em entrevista, que acredita que o anúncio do chip A7 em 64 bits não passa de um truque de marketing. E vai além: afirma que o chip não traz NENHUM benefício para os usuários do iPhone. Para Anand, um processador 64 bits só é necessário para aparelhos que têm mais de 4GB de RAM; e o iPhone 5s tem só 1GB.

Conforme citamos no nosso último podcast, em testes de benchmark (performance), o A7 se deu melhor do que os outros processadores quad-core que equipam os Android’s mais potentes. De alguma maneira, a Apple está sim fazendo alguma coisa certa, como bem observou o portal norte-americano BGR.