Press "Enter" to skip to content

Porque eu migrei para o lado negro da força

[important] Isto não é um review do Android ou do Galaxy, e sim uma comparação com sugestões para o iPhone, que a Apple poderia inclusive levar em conta para produzir o iPhone 5! Não quero apoiar o Android, apenas acho que o aparelho em questão no post foi caprichado, e a Apple deveria superar caprichando no iPhone 5 também. Esta é a ideia que pretendo passar para vocês.[/important]

Não, não, eu não virei um Sith, eu simplesmente comprei um Android. E com esse post eu espero poder explicar um pouco e desmistificar para nossos leitores, como é essa plataforma da Google, que tantos falam sobre.

Pra começar falarei do que acho muito bom no sistema, e mais abaixo separei uma área especialmente para as pequenas falhas, que não são definitivamente graves.

1- Ah, o sentimento de ar fresco em mexer num novo sistema, tanta coisa para testar, nenhuma ideia de por onde começar…

Rodando o sistema 2.3.4 Stock no Galaxy S II (explicarei, mais a frente, o que isso significa)

Nada me prende, posso testar o Android com total liberdade, e venho fielmente relatar o que puder.

Abro, fuxico, fecho, abro, fuxico, fecho, fico nesse estado precário de semi-vida por muito tempo…

Ai, quanta coisa para fazer! Passada toda a euforia, horas depois, (seja ela com o as 4.2 polegadas de tela, seja ela pelo celular ser tão mais fino e leve que um iPhone) eu decido abrir um site com vídeo em Flash, não consigo imaginar um… Eis que surge um na minha cabeça, Não Salvo, claro! Um site de comédia muito bom, com muitos vídeos que o Youtube não permite, portanto tem que achar em outro site que hospede vídeos! O aparelho roda impecávelmente, faz todo o trabalho sujo do Mac, na palma de minhas mãos, é como assistir a desgraça alheia sem se preocupar com o peso de um computador… Opa, mas é exatamente isso!

Sim, o celular te proporciona essa experiência. E não ache que o Flash é desnecessário, você dono de um iGadget, que se força a acreditar que o Flash é desnecessário, ele não é, ele ainda está em todo lugar, querendo você ou não. No Android há a opção de perguntar se deve ou não rodar o conteúdo Flash de uma página, ou seja, em qualquer lugar que seja composto por Flash, aparecerá uma seta, que quando clicada, o conteúdo carregará. Quando deixamos essa opção ligada e navegamos pela web, conseguimos ver quantos sites ainda tem muita coisa em Flash, em quantos lugares ele faz parte integral do site.. Uma experiência que o usuário do iOS é privado, mesmo que o aparelho tenha potencial para rodar.

2-

Quesito Hardware:

  • Quando comparamos o ilustre iPhone 4 contra o Galaxy S II, na minha humilde opinião, o iPhone é ferozmente destruído, seja quanto ao tamanho da tela, seja quanto ao processador, seja quanto ao peso ou a espessura.
  • Farei algumas comparações rápidas, prefiro não usar números, portanto tentarei explicar a diferença:

Tela:

  • A tela do iPhone 4 é linda, ela é muito responsiva, o tempo de resposta dela é um número bem pequeno, e quanto menor, mais rápido ela responde, mas o Galaxy também tem a mesma resposta, e isso para o usuário final? É aquela sensação que você tem ao mexer em um iPhone/iPod quase como se ele previsse o movimento que você vai fazer, de tão rápido que ele responde. Neste quesito eles se equiparam.
  • Enquanto no iPhone com 3.5 polegadas de tela, mais ou menos, você não consegue destinguir a diferença de um pixel para o outro, no Galaxy você também praticamente não consegue, principalmente com as estonteantes 4.2 polegadas de tela, torna impraticável você querer aproximar o aparelho até conseguir ver um pixel, até por que a retina não verá a diferença dos pixels no iPhone quando o mesmo estiver de 10-12 (ou mais) centímetros do rosto da pessoa.

  • Os dois tem ótimas tecnologias na tela (o vidro é o Gorilla Glass nos dois) mas enquanto o iPhone com o Retina Display de 312dpi peca no contraste o Galaxy veio para suprir essa necessidade, no meu “teste”, subindo uma ladeira com plantas nos muros dos prédios eu saquei meu Galaxy e fui gravando o percurso, com todos os recursos para deixar a imagem mais nítida ligados, era mais bonito de olhar para a tela do Galaxy do que para a ladeira em sí, era quase como se o Galaxy reconhecesse que eram plantas e avivasse o verde, deixando ele bem brilhante, enquanto o iPhone deixava as mesmas plantas com um aspecto de musgo.

  • A tela do Galaxy tem a tecnologia Super Amoled Plus, feita pela própria Samsung, que é tão boa, mas tão boa, que nos comerciais da Samsung ela coloca uma imagem de ovos de galinha na tela do Galaxy, e a galinha, ao ver os ovos, senta em cima do aparelho para chocar, de tão realista que é. (E por experiência própria, é realmente realista, não que eu tenha sentado para chocar o celular, mas vocês me entenderam!)

Processador:

  • Sobre o Processador, o do iPhone, como vocês devem saber, é o A4, com um core único de 1ghz, já o do Galaxy S II é dual core, o Arm Cortex A9, ou seja, mais poder de processamento, o processador é de 1,2ghz, realmente muita coisa. Ganha do iPhone fácil. Juro que é muito, mas muito difícil fazer ele chegar no máximo de processamento. Isso só mostra o quão potente é o aparelho.

Memória RAM:

  • Um velho amigo sábio uma vez me disse, “nunca compare dois aparelhos se a rã for pequena” seguindo o que ele disse, vou comentar então sobre a “rã” (memória Ram) dos dois: Enquanto no iPhone a memória é de 512MB no Galaxy é quase o dobro, com impressionantes 1GB de Ram! Uau!

Comparando a sensação na mão, entre o dois:

  • Vou tentar explicar a sensação de segurar um Galaxy: é quase como segurar o Macbook Pro por 1 dia inteiro, soltar ele e segurar o Air, você vai querer fazer até malabarismos com ele! Para aqueles que infelizmente não podem fazer a experiência, vou tentar comparar: É quase como mudar de carro, no anterior você fechava a porta com X força, no novo você passa a fechar com X-1, pode parecer que não, mas a diferença é gritante, por que quando você quiser fechar a porta do novo carro com a força do primeiro você vai praticamente quebrar ela. É assim que você se sente migrando do iPhone que é uma caixa de sapatos de metal pra um Galaxy S II muito mais fino e leve. Ouvi muitas reclamações dele ter muito plástico em volta, eu não achei nada demais, enquanto no iPhone o material era tão importante que você se via colocando uma capinha para proteger, no Galaxy, por ele passar essa sensação de muito plástico te deixa mais tranquilo quanto ao celular em sí, não no sentido de te deixar mais desleixado, e sim no sentido de te dar mais liberdade pra TER QUE colocar uma capa e sim aproveitar o celular em sí, sem preocupações.

3-

  • Aplicativos: os aplicativos do Android são em sua maioria “free”, de graça, existem apps realmente muito bons para Android que são de graça, e os poucos pagos, merecem o valor que cobram, mesmo que seja extremamente simples de rodar os pagos de graça no Android, é extremamente desleal, portanto, desencorajamos qualquer tentativa. O que você necessitar de pago, provavelmente terá a versão free também, para você testar antes de pagar.

4-

  • Integração do sistema: O Android é o sistema perfeito para quem gosta de ter tudo organizado e funcionando. Quando você sincroniza seus dados com o Gmail (Contatos, Calendários…) ele terá a mesma função que o MobileMe, só que de graça (sim, eu sei que o MobileMe está de graça agora e tudo, mas o Gmail sempre foi de graça e muito bom para isso no Android) facilitando sua vida em qualquer necessidade! Existe, por exemplo a opção de tornar sua conta Gmail uma conta Premium, que torna sua vida bem mais simples na hora de sincronizar seus aplicativos e salvar seus dados, tudo fica bem mais fácil.

5-

  • No caso do Galaxy, a Samsung desenvolveu um sistema lindo de sincronização, e ele seria o Kies Air. O qual permite sincronizar todos os seus dados pelo Wi-Fi, como no iOS 5, a partir de agora, mas o grande diferencial é que no Android por ser Open-Source, você pode remotamente adicionar algum arquivo dentro das pastas internas do aparelho, tudo é aberto para o usuário, além de poder por exemplo, enviar SMS pelo Kies Air, que pode ser acessado pelo Browser, só sendo necessário autorizar pelo aparelho e problema resolvido!

6-

  • O bluetooth/SMS funcionam como sempre deveriam ter funcionado no iOS, você não só pode enviar Anotações de voz e fotos como pode enviar músicas inteiras e vídeos, sem as demasiadas precauções da Apple. Agora você finalmente pode controlar o aparelho como você quiser, enviando e recebendo o que quiser, sem imposições.

7-

  • Caso esteja cansado da sua Rom (seria mais ou menos o equivalente ao firmware do iOS) você pode simplesmente baixar na internet uma Rom diferente, customizada, por exemplo, e sem grandes esforços colocá-la no seu aparelho, colocando-o em Download Mode e passando ela por algum programa compatível com seu aparelho. Assim poderá ter um celular praticamente novo nas suas mãos, sem os bugs que o Jailbreak pode causar, pois na verdade, caso a Rom seja compatível ela roda como o firmware inteiro, não só como algo adjacente ao sistema em sí, que é o caso do Jailbreak, que pode causar sérios danos ao aparelho, no sentido de travamentos por uso de Temas da Winterboard que modificam muito o sistema pré-definido…
  • Existem várias Roms muito interessantes para o aparelho, uma delas seria o CyanogenMod, um Rom que tenta unir o Android ao iOS, e consegue fielmente, parecendo quase um filho dos dois 🙂 Muito boa, infelizmente ainda não disponível para o Galaxy S II, portanto não posso testar e relatar minha experiência com a mesma.

 

8-

  • Liberdade, Liberdade, Liberdade! Para vocês terem uma noção de quão open-source o sistema é, no caso do Galaxy S, a Samsung implantou no próprio sistema um método de desbloqueio de operadora para o celular, isso significa: Caso a operadora não desbloqueie o seu celular, você baixa no Market um aplicativo que desbloqueia, ele localiza o código e desbloqueia o celular pra você! Simples assim! E não ache que foi algo que pode ser corrigido, esse código está presente tanto no Galaxy S 4G (o primeiro Galaxy S) quanto no Galaxy S II, lançado praticamente um ano depois, portanto tudo indica que ela realmente quer que o aparelho seja desbloqueado!

9-

  • Botões físicos, aprendemos a odiá-los, aprenderemos a amá-los novamente. É muito bom ter o botão de retorno embutido no aparelho, isso torna todos os aplicativos esteticamente mais bonitos, sem aquela seta para retornar para a pagina anterior, como temos no iPhone, ou seja, com o tempo você se acostumando a usar esse botão, quando segurar um iPhone sentirá muita falta do botão físico de retorno, ele é uma mão na roda, literalmente.

10-

  • O Sistema do Android é bem bonito de se ver, ele é esteticamente agradável, enquanto o iOS, por mais arrumado que seja, falta nele algo que tem demais no Android, a vida, o movimento. No Android, com o Live Wallpaper, o papel de parede animado, os Widgets que você adapta para o tamanho que quiser, os quais ficam se atualizando e se modificando, você tem uma apresentação bem mais sincronizada e detalhada, do que no iOS, no Android tudo é muito bonito e agradável.
  • No iOS você, infelizmente, fica preso a uma única apresentação sempre, a dos ícones em páginas/pastas. Se não optar pelo Jailbreak o sistema fica muito “sem sal”.

4 pequenos problemas do sistema:

1-

  • Um problema que o Android, na minha visão tem: Ele é bem menos intuitivo do que o iOS, no sistema da Apple, quando você queria fazer alguma coisa, mudar algo no sistema, você se sentia familiar, e envolvido no sistema, era fácil de achar algo que você procura, no caso do Android, nem tanto. Digamos que um celular que roda Android não é um presente que sua avó que mexe no computador raramente para pagar contas e entrar no e-mail vá curtir muito.
  • Não vou dizer que ele é difícil de mexer, é que no iPhone você realizava as ações com mais facilidade, no Android você talvez tenha que pesquisar no Google como ativar uma opção simples e que esteja dentro do sistema em sí. Eu não precisei, mas por exemplo, enquanto no iPhone é fácil compartilhar a rede de 3G como sinal de wi-fi, no Android, teríamos que pesquisar um pouco onde essa opção está. Mas para os queridos leitores do iPS, nada é impossível! 🙂

 

2-

  • Comprar um Android hoje em dia é algo arriscado, se você comprar um celular que não seja um dos mais novos, como o Galaxy S II ou o Atrix, é bem capaz que você simplesmente não receba atualizações de firmware nativamente, não será como a Apple que de 2 em 2 anos corta o suporte ao aparelho mais desatualizado, vai ser simplesmente nunca ter esse suporte, não poder atualizar, ou seja, seria como enxergar um iOS 5 novinho em folhas, ter um celular muito potente que possa rodar, mas não existir a opção de atualizar, principalmente pelo começo do Android OS ter sido muito desorganizado (até por ser um sistema open-source, que roda em muitos aparelhos) e a Google não ter conseguido criar uma maneira definitiva de fazer o update para tantos devices diferentes..
  • Os celulares mais novos, como o Galaxy S II, o Motorola Atrix, dentre outros, e Tablets como o Motorola Xoom e o Galaxy Tab 10.1 terão esse update nativamente, e com uma notificação o sistema pedirá permissão para fazer o update, o famoso Delta update, o qual não baixa o OS inteiro, só os arquivos necessários para fazer o update.

3-

  • Quando comparamos o iPhone com o Galaxy S II o iPhone parece mais “quadradão” na hora de fazer as coisas, enquanto o galaxy parece que preza muito o design, e deixa bem claro que se for necessário diminuir a fluidez do sistema para deixar o sistema visualmente mais bonito, a Google adotará. Já no iOS, você realmente sente a multitarefa rodando “nos seus dedos”, enquanto no Galaxy parece que as funções sobrepõem a necessidade do sistema funcionar, um exemplo bem primitivo seria quando você roda um vídeo em Flash ele carrega lindamente no meio da página da internet, sem travar o sistema, agora, quando você amplia a tela para conseguir/tentar clicar algum dos botões do vídeo, você se mata para conseguir, e quando consegue, e tenta mover a página do navegador, se você não conseguir achar uma borda onde não esteja a tela do vídeo, ele não se mexerá, pequeno bug, fácil de corrigir, nada que vá te matar.

4-

  • Outro problema que eu acho interessante falar sobre, seria: Custom Rom. Digamos que você acabe comprando seu celular na Claro, você sai com ele da loja feliz da vida, na caixa vem estampado em letras garrafais: Desbloqueado, você finalmente sente que se livrou da maldição que era o bloqueio da AT&T pra fazer o update do iPhone, e vai poder ter seu celular livre, leve e solto. Mas descobre que no mundo, nem tudo são flores. Ah, você liga o aparelho, na hora do boot aparece o logo da Claro enorme, até aí tudo bem, o celular liga, você acha lindo, e vai testar ele todo, procura o navegador desesperadamente até se deparar que não existe navegador no celular. Ahn, como assim? Como assim como assim? Assim mesmo! A Claro tirou o navegador do celular e transformou ele em “Portal Claro”. Tá. Você fica irritado, até aí tudo bem, no final das contas você consegue finalmente entrar na internet, quando digita uma busca normal na área onde fica o link do site, e a pesquisa entra diretamente no Yahoo Pesquisa, opa! Nada contra o Yahoo Pesquisa, mas você compra um Android da Google, e quando você tira ele da caixa ele já vem pré-configurado pra entrar no Yahoo? Como assim de novo? Isso tudo se deve à uma Rom customizada que as operadoras tem direito de colocar no celular se quiserem, e caso o cliente force para dentro do aparelho uma Rom Stock (sem modificação, direto da empresa que montou o produto) acaba com a garantia, opa! Brincadeira hein?!?!
  • A primeira coisa que eu fiz foi botar a Rom Stock, fui direto me informar no Xda-developers, um site especializado em tudo para o Android, de como fazer, descobri que para o Galaxy tem um programa vazado de dentro da Samsung, que permite botar qualquer Rom, seja ela uma Rom customizada, como se fosse um tema da Winterboard no iOS, ou uma Rom Stock, baixada da internet.
  • Ao instalar a Rom Stock, tudo funcionou às mil maravilhas, estou amando o aparelho agora!!

 

Resultado final:

vitória do:Rufem os tambores!!

Samsung Galaxy S II. Não tinha como não ser. O celular é o demônio, ele é rápido, responsivo, pode não ser mais intuitivo do que o iPhone, mas você se acostuma, questão do tempo.

Tive a enorme ajuda do meu professor Breno Marques para fazer esse post, agradeço a ele, valeu! 🙂