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[Polêmica] Mensagem do Siri levanta suspeita sobre campanha antiaborto da Apple

Ativistas norte-americanos da União Americana de Liberdades Civis (ACLU, no inglês) acusam o Siri, assistente pessoal do iPhone 4S, de tomar partido na discussão sobre a legalização do aborto. Eles usam como justificativa respostas do aplicativo a questões sobre aborto e métodos contraceptivos: o Siri se diz incapacitado de responder, encaminha o usuário para um centro de apoio à mulheres em crise na gravidez ou afirma que não foi capaz de encontrar nenhuma clínica de aborto.

SIRI causa polêmica com mensagem no iPhone 4S

Os ativistas comparam as respostas do Siri: ao passo que não oferece retornos sobre contraceptivos e aborto, o serviço não tem dificuldades em encontrar strippers, telefones de prostitutas e farmácias onde você pode comprar medicamentos contra a impotência.

A ACLU deu início a uma petição na internet para que a Apple corrija o problema, “garantindo as pessoas respostas conforme elas precisem”. A organização ativista vai além, dizendo que clínicas de apoio à mulheres em crise na gravidez não são equivalentes à clínicas que podem realizar aborto nos países onde a prática é legalizada.

Embora a hipótese de mera falha na programação não possa ser descartada, os ativistas chamam a atenção para o fato de que o Siri embasa seus resultados em buscas do Google e outros serviços de busca – informação que é confirmada por Norman Winarsky, um dos criadores do Siri antes da plataforma ser comprada pela Apple em 2010. Como as buscas no Google e em qualquer buscador oferecem enorme quantidade de respostas sobre métodos contraceptivos e aborto, isso sugere, segundo reportagem do jornal inglês Daily Mail, que a Apple deliberadamente impôs um filtro no assistente, tornando-o “pró-vida” e anti-aborto.

Normam Winarsky declarou ao jornal norte-americano The New York Times que, em princípio, o sistema não incluía filtros deste tipo. No entender de Norman, a Apple preparou o Siri para buscar informações sobre serviços locais, como clínicas, bares e mesmo strippers. “Provavelmente a Apple não prestou muita atenção nos resultados que apareceram” e isso explicaria as discrepâncias.

A Apple ainda não se manifestou sobre as acusações sobre má fé e politização do serviço, e os ativistas da ACLU prometem lançar uma petição na internet.

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Via Filipe Garrett do TechTudo