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Opinião: O que a Apple fez com o iPad em seu último evento?

Além de acompanharem nossa cobertura ao vivo no site do iPod School LIVE!, vocês puderam conferir, ainda ontem, nossa matéria sobre tudo o que aconteceu no evento do dia 23 e uma matéria específica sobre o iPad Mini. Três modelos de iPad lançados em um ano. Aliás, não apenas dentro de 2012, pior ainda: dentro de um intervalo de tempo de apenas 6 meses – totalmente desproporcional ao intervalo entre novas gerações comum dos gadgets portáteis da Apple. Mas o que a Apple fez?

1- Tchau, “Novo iPad” (ou iPad 3)!

O iPad 2 continua no mercado, em sua opção de 16GB, por $399. No lugar do iPad 3, entra o “iPad com Retina Display”, que é a quarta geração do tablet da Apple. Os preços dele são exatamente os mesmíssimos do iPad Novo (aliás, que tal chamá-lo de iPad Antigo agora? *risos*). 499, 599 e 699 dólares, respectivamente, pelos modelos de 16, 32 e 64GB sem a rede 3G. Cada um dos modelos com o chip do LTE (que permite a conexão com a internet por EDGE/3G/4G) são 130 dólares mais caros que os modelos comuns: 629, 729 e 829, respectivamente.

2- iPad Mini.

Não para por aí: entra também agora o iPad mini, a partir de 329 dólares (leia mais sobre ele aqui). O aparelho nada mais é do que uma versão normal do iPad com menos fermento em sua produção.  Os softwares que ele roda são os mesmos do seu irmão maior, e seu hardware é muito parecido com o do iPad 2, lançado em 2011. Inclusive, apesar de sua tela ser menor, a resolução é a mesma da [tela] do iPad 2. As diferenças são mínimas: o iPad Mini tem o conector Lightning e a assistente virtual Siri. É bem chato saber que o iPad 2 não recebeu nem receberá a Siri em uma atualização do iOS, sendo que um aparelho com seu hardware idêntico vem com a assistente instalada nativamente.

O novo aparelho chegará às lojas dos EUA no dia 26 de outubro. Em 2 de novembro, ele chega a mais 33 países: Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Canadá, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Hong Kong, Hungria, Islândia, Irlanda, Italia, Japão, Coréia, Liechtenstein, Luxemburgo, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Porto Rico, Romênia, Singapura, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.

3- Qual foi a grande sacada da Apple nisso tudo?

A diversificação do mercado do iPad era muito necessária. A solução de oferecer uma opção de preço mais atrativa, mas com uma tela menor, poderia levar muitos consumidores a comprarem tablets da concorrência pelo simples fato deles terem a tela maior. Manter o iPad 2 à venda por preço atraente foi uma ótima maneira de ganhar este público que pretende gastar menos com um tablet. Não entendeu? As ideias pareceram muito confusas? Simplificarei tudo: são váráários públicos-alvo em questão na briga do mercado de tablets. Ao oferecer três modelos principais (com suas respectivas sub-divisões, é claro), a Apple consegue atingir uma gama de público consumidor muito maior. A ideia é: quem quer portabilidade escolhe o Mini, quem quer uma opção mais econômica escolhe o 2, e quem precisa de um tablet top de linha opta pela quarta geração.

Phil Schiller, ao longo da keynote de ontem, atacou “o resto” do mercado de tablets de outras empresas. Ele compara o iPad Mini com um tablet que roda Android. A comparação com a concorrência deixa bem claro que a Apple deixou de inovar para atender às demandas de mercado.