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Opinião: iPad mini é mais uma genialidade da Apple para dominar o mercado

Já é quase certo: o iPad mini deve ser anunciado no próximo evento da Apple, dia 23 de outubro. Se tudo for verdade, a apresentação da Apple ocorreria exatos três dias antes do anúncio do Microsoft Surface e do Windows 8 – produtos que são, incontestavelmente, de uma qualidade incrível. Aliás, estão aí duas coisas com que a Apple deve se preocupar: os novíssimos sistema operacional tablet da Microsoft, ambos com um design mágico e inovador, que podem concorrer diretamente com produtos da firma de Cupertino, de maneira muito forte.

A última pesquisa de mercado de tablets que vi foi feita pela ABI Research. De acordo com os dados divulgados no final de agosto, o iPad dominava 69% do mercado de tablets. É um número absurdamente grande para um único produto no gigantesco e competitivo mercado de tablets inteiro. O que levaria a Apple a tentar mexer em algo que ela já domina? Vamos estudar o que está acontecendo dentro da Apple ao longo desta matéria.

De um lado, o iPad; de outro, o Google Nexus 7, o Amazon Kindle Fire HD, os diversos modelos da Asus que cada vez impressionam mais e, por último, o futuro Microsoft Surface. É um fato importante e de conhecimento geral, para qualquer estudante que já concluiu o Ensino Médio, que o Capitalismo faz com que as empresas tenham altos e baixos. Se antes a Microsoft dominava o mercado tecnológico, agora é a vez da Apple, e se esta última abrir espaço, é óbvio que outra gigante tomará seu espaço. Einsten já dizia: “É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio”. É exatamente o que a Apple deve fazer: se aproveitar da sua posição no topo para inovar mais ainda, e principalmente, não descansar.

O que levaria a Apple, então, a deixar de apresentar produtos revolucionários para atender demandas de mercado? O simples fato da empresa já ter feito isso antes, com absoluto e incontestável sucesso.

Sim, a Apple já usou a tática de expandir a possibilidade de aparelhos com a mesma função para não perder mercado no passado. Aconteceu com os iPods. Pense só: como um iPod Classic, de 250 dólares, poderia concorrer com os milhares de tocadores de músicas – muitos de ótima qualidade – mais baratos? Cada produto é atraído por um público diferente, e a Apple sabe disso desde sempre. Daí vieram vários outros modelos de iPods, incluindo o shuffle, por apenas $49. O consumidor via a opção de comprar um artigo de luxo e de qualidade garantida por um preço mínimo, e não perdia seu tempo buscando alternativas na concorrência.

Desde a primeira vez que abordei sobre o evento em que seria anunciado o iPad mini, eu já tinha a opinião formada que o produto chegaria. Mantenho minha posição, fortalecida pelos argumentos apresentados ao longo desta matéria, e espero que a Apple nos surpreenda com este novo modelo do iPad. No entanto, acho super válido aproveitar a oportunidade para incluir a opinião de alguém que é contra o lançamento do iPad mini. O texto a seguir foi extraído de uma conversa minha com o Guilherme Freitas, editor do blog. Todas as falas são dele:

Já disse e repito, o iPad Mini representa a degradação da Apple enquanto essência. Uma ridícula resposta de demanda, totalmente condicionada às soluções já existentes no mercado. É ridículo. O iPad é uno, sólido e plenamente constante. Quando se cria um iPad Mini, fragmenta-se toda uma unidade extremamente forte. Pra Apple, criar o iPad Mini é criar um concorrente para um sucesso de mercado que já é seu. De novo, vou ficar bem chateado se rolar.

Sobre a tentativa de fragmentação, que já ocorre nos iPods e Macs, essas demandas foram criadas pela própria Apple e nasceram num ambiente onde a fragmentação era muito bem vinda. O iPad Mini é uma demanda EXTREMAMENTE específica que atende a um mercado mínimo e, inevitavelmente, se torna concorrente direto do já consolidado iPad. O iPad Mini não tem nenhum beneficio em relação ao iPad comum. Ele não é mais portável, nao tem potenciais recursos exclusivos e, sem duvida, não será vendido a preço de banana. O iPad Mini representa a nova e decadente fase da Apple: atendendo pseudodemandas já existentes para tentar abocanhar mais e mais mercado. BLERG. O que mais criticamos em Androids e em Sul coreanos da vida está invadindo a solidez extrema da nossa querida Apple. Não quero um iPad Note!

Fragmentar a linha Mac e iPod foi uma tendência criada pela Apple que invadiu o mercado. Faz sentido. Cada uma das fragmentações que você citou acima fazem muito sentido e apresentam benefícios próprios. O Air é ABSURDAMENTE mais portátil e requintado que o Pro. O Mac Pro é muito mais poderoso que o iMac. O iPod touch é muito mais “cool” que o iPhone e absurdamente mais barato, mais leve e mais fino. O iPad Mini não terá nenhuma dessas maravilhas. Ele não será nem tão mais leve, nem tão mais barato. Não é mais portátil e, ainda por cima, não tem nenhuma característica especial em relação ao iPad. Não existe intermediário válido entre o iPhone de 4″ e o iPad de 10″. É como uma Strada cabine dupla: o interior não consegue abrigar direito 4 pessoas e a caçamba não consegue levar nem uma bicicleta.