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“The New York Times” nos faz acreditar que Tim Cook não é um bom CEO para a Apple

André BazagliaAndré Bazaglia

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O The New York Times, o jornal de circulação diária dos Estados Unidos que é internacionalmente conhecido, publicou uma matéria em seu site explorando a maneira como Tim Cook lidera a empresa mais revolucionária do mundo. A matéria traz um título bastante objetivo: “Tim Cook, fazendo a Apple do seu jeito”.

Cook, que hoje tem 53 anos, assumuiu a liderança da Apple aproximadamente há três anos, após a morte de Steve Jobs, o fundador da Apple. O problema é que, pelo menos na opinião dos dois editores que redijiram o texto, Jobs era a Apple e a Apple era Jobs.

Uma análise econômica

De 2010 à 2013, o crescimento fiscal (vendas) foi de US$65 bilhões à US$171 bilhões. Em 2013, o crescimento fiscal foi de 9%, um valor muito baixo quando comparado aos 40% por ano de 2004 à 2013. Sobre o valor das ações, o meio de 2013 se iguala à metade do pico de 2012, uma performance não tão agradável.

Citações

A matéria teve várias participações externas. De maneira geral, a aceitação de Tim Cook não parece ser boa.

“Honestamente, eu não acho que algo mudou. As pessoas sentem exatamente o que elas sentiam quando estavam trabalhando no iPhone. É difícil para todos nós sermos pacientes. Era difícil para o Steve. É difícil para o Tim.” – Jonathan Ive.

“O Cook não está dizendo ‘Eu estou aqui para substituí-lo’. Ele está dizendo: ‘Eu tentarei substituí-lo com mais cinco pessoas’. Isso explica a compra da Beats”. – Bono, vocalista do U2.

“Cook acreditou que o mundo amaria um tablet menor e mais barato. Isso era algo que Jobs nunca acreditou ter mercado.” – Robert A. Iger, CEO da Disney.

“Aonde está o design extraordinario? Cook tem ótimas habilidadesem operações e em gestão da cadeira de suprimentos, o que implica a obtenção das matérias-primas e máquinas para construir coisas – mas não a visão para finalizá-las com um design marcante. Tudo o que ouvimos de Tim Cook é que há alguns produtos que chegarão… Mostre-me o produto! Mostre-me a capacidade de invenção.” – Laurence I. Balter, da Oracle.

“Jobs saberia como colocar as pessas juntas. Tudo era filtrado por seus olhos. Eu acredito que será muito difícil para a Apple introduzir a próxima grande coisa. Eles perderão seu coração e a sua alma.” – Michael A. Cusumano, professor do MIT.

“Cook está mudando o foco da Apple de uma agressiva e luxuosa inovadora de tecnologia para mais uma empresa cada vez mais filantrópica.” – Robert Weinstein, escritor to The Street.

Um pouco mais…

A discussão que a Apple não é mais a mesma sem Jobs é na verdade bem antiga, e existe desde que Tim Cook assumiu a empresa. De fato, a Apple não é mais a mesma sem Jobs. Steve era ocupava o cargo de CEO da Apple, o mais importante. Todas as pessoas são diferentes. Não há ninguém como Steve. Só o próprio Steve Jobs podia fazer o que ele fazia dentro da Apple. Isso não significa, contudo, que ele seja insubstituível e que outro CEO possa fazer um excelente trabalho (melhor ou pior).

A matéria completa pode ser conferida no NYC (em inglês). Acesse-a clicando aqui.

Programador, blogueiro, estudante de Engenharia de Computação. Em busca de deixar sua marquinha no universo.

  • Fico dividido quando penso na Apple.
    Eu, assim como muito dos consumidores, me apaixonei pela empresa em 2008 quando descobri o iPod Touch que ganhei de um amigo que foi aos EUA e o trouxe para mim, meu primeiro iGaged e fui acompanhando de perto os produtos.
    Todos nós ficamos maravilhados com a Retina Display do iPhone 4 que mudou tudo, o iPad que novamente mudou tudo e muda até hoje a forma como consumimos tecnologia.
    Hoje, digito de um Macbook Pro usando um Time Capsule como roteador e ao lado tenho um magic mouse fazendo companhia para um iPhone 4S carregando.
    Ou seja, a Mágica da Apple era fazer com que nós quiséssemos ter todo o sistema integrado.
    Claro que não temos mais Jobs que sabia dizer NÃO e isso fazia da Apple uma empresa diferente, que ditava regras e que não se importava muito com o que o mundo queria e sim mostrava o mundo o que eles ainda não sabia que queria.
    Mas Cook é diferente.
    E isso será mais uma vez demonstrado se os rumores de iPhone com telas diferentes das atuais (que já havia quebrado o padrão Jobs) para seguir o que o mercado quer.
    Pior? Melhor? Sem Criativa?
    Fica difícil definir.
    Isso só nos mostra que aquele mantra de que Steve havia deixado 5 anos de produtos prontos para serem lançados era apenas um mito e um desejo dos amantes da filosofia da Apple que, de certa forma, estavam com medo do que a empresa pudesse se tornar.
    Pena que estes medos estejam tornando-se realidade em alguns aspectos.

    • Ótimo comentário. Valeu mesmo por compartilhar sua opinião. 🙂

  • danieelrocha

    Bom, também vou expor a minha opinião sobre o assunto.
    Realmente concordo com o comentário acima. Não quero desmerecer o esforço e a dedicação que Cook está fazendo com a Apple, mas realmente a Apple perdeu o seu "brilho" depois de Jobs (não é por isso que vou deixar de acompanhar os produtos e continuar utilizando toda a gama). O que estou querendo dizer é que aquela inovação da Apple com a cara de Jobs acabou. Podem observar que Cook tenta inovar, mas apenas está seguindo as "regras de mercado" e aperfeiçoando-as, como está fazendo com telas maiores. E não estou falando apenas das pessoas em si, porque Jobs era um show á parte como todos sabem. Todo aquele suspense no lançamento, aquela dificuldade para conseguir um iPhone no Brasil, onde quem conseguia comprar era "o cara do pedaço" rsrs fazia uma "magia" que levavam os consumidores a se tornarem mais fanáticos pela marca. Não estou dizendo que isso vai acabar, até porque duvido que no lançamento do iPhone 6 não fará filas gigantescas, é lógico que vai, mas sempre será com um pensamento de "Putz, se Jobs estivesse no comando, ele iria mudar tudo, de novo."

  • Lucas

    “Jobs saberia como colocar as pessas juntas."

    • Lucas

      "peças"