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LTE no Brasil: dois problemas e duas soluções

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Velocidade mais alta que a Wi-Fi de sua casa? Esse é o LTE, realidade em vários países.

No Brasil, vivemos a realidade da lentidão digital das redes móveis. Estamos na era do 3G (WCDMA) e 3,5G (HSDPA), que nos oferecem, respectivamente, taxas de 384kbps e 7,2Mbps de download. Os valores teóricos são, aliás, muito altos quando comparados aos valores práticos obtidos pelos sinais das gigantes operadoras que atuam em território brasileiro, com cobertura sempre muito restrita.

A Apple disponibiliza uma lista de países que suportam a rede LTE no iPhone 5 em página do seu site oficial. Note que o Brasil está fora por dois motivos:

  1. As operadoras ainda não implementaram o LTE aqui. Ele chegará ao longo dos próximos anos, a fim de atender necessidades de uso para dois eventos internacionais: Copa e Olimpíadas;
  2. Mesmo se as operadoras que atuam aqui oferecessem rede LTE, a frequência adotada no Brasil é entre 2.5 GHz e 2.69 GHz (banda 7). O valor é completamente fora do padrão quando comparado aos modelos internacionais. O iPhone 5, por exemplo, não será compatível com o LTE brasileiro dentro deste padrão em nenhumas de suas variações: o modelo GSM A1428 usa a LTE nas bandas 4 e 17; o GSM A1429 usa as frequências 2,1 GHz, 850MHz e 1,6GHz; e o CDMA 1429 atende padrões de LTE japonesas e sul-coreanas, além de Verizon e Sprint, ambas norte-americanas.

Paralelamente aos dois problemas, temos duas futuras soluções:

  1. Como mostra a Folha de S.Paulo, o governo quer acelerar o leilão da frequência de 700MHz no Brasil. Isso significa que nosso país não será diferente dos outros, e smartphones de diversas marcas diferentes (inclui o iPhone, da Apple) serão compatíveis com o sinal de LTE brasileiro. Estima-se que o modelo de licitação arrecadará, provavelmente, cerca de R$40 bilhões para o governo. Lembre-se das aulas de Física do Ensino Médio: uma frequência menor implica alcance maior, já que ondas de 700MHz penetram melhor em ambientes fechados. Isso é bom para gente, já que tudo é válido para lutar contra as péssimas instalações das operadoras que atuam nas terras tupiniquins.
  2. A Qualcomm apresentou no dia 21 de fevereiro um chip novo: RF360, como mostra o Engadget. Acreditem, ele é mágico. Mais fino, mais leve, mais econômico, mais estável, melhor captura de sinal e melhor rendimento (menor dissipação de calor). A mais nova invenção terá suporte a 40 bandas, inclusive a banda 7. Opa… volte para o começo da matéria: banda 7, 2.5GHz? É esse o padrão atual brasileiro! Resta-nos aguardar, já que é bastante provável que futuros smartphones (incluindo o iPhone) usem o RF360, ou soluções similares.