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iOS: a saída de Scott Forstall implica na tão almejada revolução?

[texto elaborado por Guilherme Freitas e André Bazaglia]

Quem acompanha o blog – especificamente minhas matérias, ou o nosso iPSCast – sabe que minha opinião sobre o iOS é bem clara: assim como muitos outros, estou cansado de usar o mesmo iOS desde quando o iPhone foi lançado. Algumas cores novas, recursos que nos distraem um pouco, ícones um pouco diferentes e alguns raríssimos aplicativos nativos que sofreram alterações definem precisamente o que mudou desde as primeiras versões do iOS para a atual. No entanto, com a saída Scott Forstall, o grande “pai do iOS”, da Apple no finalzinho do mês passado, a situação pode (e deve) se reverter.

Como vimos ao longo dessa semana, a empresa do Cupertino está podando as macieiras, transformando todo seu quadro de profissionais para os anos que estão chegando. Rearranjando algumas folhas e arrancando alguns galhos mais secos, a Apple está de cara e alma nova, estruturada sobre o melhor que existe no mercado de design de todo o mundo. De longe, a mais intensa das transformações foi a saída Scott Forstall, antigo queridinho de Steve Jobs, da posição de Vice-Presidência da plataforma mobile da Apple – que já foi
bastante discutida nos nossos últimos posts. Nós, da equipe do iPS, lastimamos muito a saída de um dos caras que acompanharam a Apple desde o começo dessa nova fase Jobs. Porém, fica clara e óbvia a evolução do quadro da empresa quando estudamos a quem e como foram distribuídos os velhos poderes de Scott.

MAPAS E SIRI

As duas maiores promessas – e, por consequência, maiores fracassos – da plataforma iOS em 2012 agora estão sob a tutela de Eddye Cue, o grande mentor das famosíssimas e super bem sucedidads plataformas App Store e iTunes Store. Siri e Mapas – o primeiro ainda na eterna fase beta; o segundo se tornando uma máquina de publicidade negativa – estão agora sobre olhos poderosos e bastante acolhedores que, muito provavelmente, conseguirão arrancar o máximo de seus potenciais. Eddye, ainda que pouco admirado nas keynotes da Maçã, tem um repertório absurdo no desenvolvimento de plataformas e na gerência de equipes. Ele é, sem dúvida, a figura que tem o poder de transformar o grande fracasso no gigante trunfo de Cupertino.

iOS + Mac OS X

Em paralelo, Craig Federighi assumiu o posto de Grande-Mestre-Jedi da equipe do iOS que, junto de seu cargo de também Grande-Mestre-Jedi do Mac OS X, joga na nossa cara o empenho da Apple em, de agora em diante, integrar cada vez mais suas múltiplas plataformas e seus diferentes aparelhos. Essa iniciativa é de uma importância imensurável! Quando o mesmo sujeito passa a comandar setores teoricamente distintos, firma-se uma inevitável convergência e congruência de ambas áreas e, consequentemente, ambas filosofias morfológicas e conceituais. Ou seja, estamos ainda mais próximos da utopia dos Sitemas Operacionais ao estabelecermos uma unidade em todos os aparelhos em que trabalhamos.

O brilhantismo de Sir Jony Ive

A mais incrivel mudança, porém, passa longe de caráteres burocráticos ou de integração entre os setores da Apple. Você deve se lembrar que nas últimas podcasts metralhamos fortemente a plataforma mobile da empresa pela sua vagarosa evolução estética e funcional. O iOS 6 é a cara do iOS 1… e, mesmo considerando que esse desenvolvimento engatinhado trás uma bem-vinda sensação de familiriadidade com o sistema, as semelhanças mantidas ao longo dos anos foram e são grandes demais, formal, conceitual e funcionalmente falando. É sob essa constatação que me alegro total e plenamente ao anunciar a subida de Sir Jonathan Ive ao cargo máximo no setor de desenvolvimento de interface da plataforma iOS. Para nossa alegria, a alma e a graça Jobiana que ainda reside forte e intensamente na figura careca e britânica de Ive, agora tem espaço para investir também na quase que arcáica imagem do iOS.

Não é novidade para ninguém que Scott tinha um péssimo relacionamento com sua equipe. O protegido de Jobs se dava mal principalmente com Jonathan Ive, um dos designer mais geniais do planeta, de acordo com a opinião do nosso redator Guilherme Freitas. Não é novidade (também!) que uma equipe unida que se entende atinge um nível de produtividade incontestavelmente maior do que uma equipe enorme e com ideias que divergem em muitos aspectos. Partindo deste ponto, é notável que a nova classificação de Ive como “Senior Vice President – Industrial Design” resultará em uma atuação muito maior no iOS de sua parte. O resultado é aquela clássica palavra de sentido forte que emociona a maioria de vocês, e que as pessoas adoram usar para descrever a Apple: revolução.

iOS 7

Enquanto a Microsoft ganha uma posição de destaque na mídia com a badalada interface Metro, chega a vez da Apple ter seu próprio triunfo.

A imagem acima é CONCEITUAL.

Particularmente, o blog aposta que tudo que há de nativo no iOS será remodelado, e estamos esperançosos que o iOS 7, previsto para o ano que vem, será reflexo puro do brilhantismo da Apple.