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Curiosidade: Safari poderia se chamar ‘Freedom’

André BazagliaAndré Bazaglia

Don Melton, um programador que teve importância significativa no início dos projetos relacionados ao Safari e WebKit da Apple, publicou uma matéria bem elaborada em seu blog pessoal que conta um pouco da história do nascimento do nome ‘Safari’, que de 2003 para cá ganharia a posição de um dos navegadores mais populares da web. A história tem certo tom de humor e é bem curiosa:

Durante o verão de 2002, Steve Jobs e o resto da equipe de gestão da Apple estavam decididos sobre o potencial de um novo navegador, que já ganhava moldes, aos poucos. Em um debate específico de Interface Humana, a discussão se voltou em como a Apple chamaria essa “coisa” (seu próprio browser). De acordo com Don Melton, na discussão em questão, Steve começou a dizer nomes em voz alta, provavelmente na tentativa de experimentar tons agradáveis aos seus ouvidos. Um dos nomes destacados foi “Freddom”. A ideia de liberdade parecia legal dentro de um contexto de monopólio do Internet Explorer, por exemplo, mas a preocupação de lançar um navegador de internet com o nome de uma marca de produtos de higiene feminina pesou mais.

A partir daí, a data de lançamento do novo browser ia se aproximando cada vez mais, junto com o clima de tensão, mas as ideias boas de nomes não evoluiam – grande responsável pelo sucesso de um produto é, incontestavelmente, seu nome. Em tempos de indecisão, os nomes para identificação do browser usado internamente era “Alexander” (e “iBrowser”, menos formalmente). O incerteza permaneceu assim por um bom tempo, até que alguém – desconhecido publicamente (!) – sugeriu o nome Safari, que agradou os engenheiros cupertinianos.

A impressão que tenho é que hoje a Apple é bem mais organizada, não acho que um nome de um produto da empresa seja escolhido às pressas. Não mais.

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Programador, blogueiro, estudante de Engenharia de Computação. Em busca de deixar sua marquinha no universo.