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O iCloud é bom, mas não é tudo o que eu esperava

Meu objetivo, através desta matéria, não é anunciar o iCloud. Isto qualquer blogzinho faz, isto o próprio site da Apple faz. Meu objetivo, por meio deste artigo, é mostrar porque o iCloud poderia ser melhor do que já é.

O iCloud nada mais faz do que guardar suas músicas, fotos, calendários, e documentos em geral. Muitos podem pensar: “Genial!”. Mas não é assim que penso. A Apple, por meio de seu site, afirma que o iCloud é muito mais do que um disco rígido nas nuvens. Mentira, pois nem um disco rígido ele é: os 5GBs iniciais são miseráveis: muito pouco, em minha opinião. Mas tudo bem, isto é o de menos. Vamos ao que realmente interessa após o break deste artigo, logo abaixo.

Imagine só: compartilhar fotos, músicas e documentos, livros, emails e mais entre todos os dispositivos? Para começar, não podemos colocar músicas nos aparelhos sem o iTunes: é comum que TODA a biblioteca da pessoa esteja no iTunes, e ela usa exclusivamente ele para organizar sua biblioteca musical. Todos aparelhos, desta maneira, assim que sincronizados, já terão a mesma biblioteca musical. O mesmo é válido para os livros. Sobre as fotos? Está aí uma função um pouco melhor, realmente será um pouco útil, não posso negar. Sobre a sincronização de calendários, também passo: ela já era possível através do MobileMe ou até mesmo pelo Google Calendar GRATUITAMENTE. E para finalizar, sobre os e-mails sincronizados, realmente prefiro não comentar: as caixas de entrada ficam sempre no servidor desde sempre! De qualquer lugar que você acessar, a mesma lista de e-mails será baixada do site do seu provedor! Qual a necessidade de tal sincronização?

Ah, mas ele guarda toda a data interna dos seus aplicativos, os ajustes do seu aparelho, seus ringtones e a organização da sua homescreen! Realmente, este recurso é maravilhoso. Ops, mas espere aí: o iTunes já fazia este backup automaticamente.

Mas e o iTunes Match?

O papel principal do novo serviço da empresa de Cupertino é transformar em “legais”, para o iTunes, as músicas de sua biblioteca. Não apenas as músicas que você, jovem pecador, “tomou propriedade” pelos diversos compartilhadores P2P que existem por aí, mas sim trilhas advindas de CDs legalmente comprados, por exemplo.

Isto pode significar que muita gente certamente irá se aproveitar disto para burlar o iTunes: baixará músicas ilegalmente na internet e apagará elas para ter o download da música original. A gambiarra terá um preço de U$25 anuais. Uma miséria, pelo limite de 20 mil músicas que oferece. Algumas gravadoras, como por exemplo a Sony Music, temia que a situação de conflito entre as músicas originais compradas e pirateadas – e elas temem que o número de músicas pirateadas aumentem, desta maneira

Quer testar o iCloud?

No aplicativo Ajustes, vá no menu Lojas e, logo em seguida, ative os recursos que lhe interessar. Você já estará ativando os recursos em fase beta do iCloud, desta maneira. As opções disponíveis são: Aplicativos, Livros e Músicas.

Como não tenho livros comprados em minha conta, não aparece a opção livros na tela acima.

Mas porque o iCloud não foi tão maravilhoso?

A Apple enfatizou demais o uso deste recurso nos iPhones, iPods e iPads. A área certa deles é em Macs, acredito: sempre acontece do usuário apagar um arquivo acidentalmente, o iCloud poderia evitar este tipo de situação desagradável.

Além disto, acho que faltou o toque de distorção de realidade da Apple. Eu realmente achava que a Apple iria apresentar algo fora da realidade hoje em relação à essa tecnologia, inclusive talvez até foi a expectativa muito alta que me fez enxergar o iCloud como um recurso “normal”, sem muita importância. Sinto que falta algo extraordinário na tecnologia da cloud computing que nenhuma empresa ainda descobriu. Espero que a Apple seja a primeira a descobrir, pois vejo um grande futuro pela frente, tenho apostas altas nesta “tecnologia da nuvem”.

Observação: a impressão inicial não se compara com o uso do dia-a-dia, daí sim terei uma opinião real formada e poderei compartilhar novamente com vocês, leitores.