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Bateria dos iPhones 6/6 Plus melhora, mas não inova

Bateria. É algo cada vez necessário em um mundo onde os smartphones se tornam cada vez mais práticos no nosso dia-a-dia. A Apple apresentou, no seu último evento, os novos iPhones: 6 e 6 Plus. São mais opções de tela, um design renovado e ainda mais fino, novos elementos gráficos, além de novidades no hardware: o A8, a segunda geração do processador 64-bit da Apple para o iOS, agora é 25% mais rápido, enquanto o M8 – auxiliar do A8 –, é ainda mais inteligente, e agora sabe quando você está andando, correndo e é capaz de calcular a distância percorrida ou escadas subidas. No quesito conectividade, o iPhone é ainda mais universal: sua nova baseband suporta a até 20 bandas de LTE, e a Wi-Fi é 3x mais rápida. Outras novidades interessantes também merecem destaque, como a câmera traseira com novo sensor, a câmera frontal muito melhorada em vários aspectos, o novo sistema de pagamentos comandado pelo Touch ID e outros vários pequenos detalhes que apresentamos na matéria anunciando os novos iPhones. O que não recebeu nada de revolucionário, assim como foi desde o primeiro iPhone, foi a bateria.

Enquanto recursos novos surgem e nos encantam, a Apple parece ignorar o básico e nos manter na mesmice. A bateria sempre recebe melhorias, e a Apple as cita. Mas um hardware melhor exige mais da bateria, isso sempre foi claro para nós. A Apple ainda tenta contornar o alto uso de energia obrigatório para um alto nível de processamento, e a cada nova geração de chips o uso de energia é otimizado, o que torna a situação menos pior. Em suma: de um lado, a bateria tem a tecnologia melhorada, o uso de energia do processador é otimizada via hardware + software; do outro, telas maiores e capacidade de processamentos mais potentes exigem cada vez mais. Na balança final, a mudança na bateria sempre é para melhor, ainda que seja mínima. Confira a imagem e sua posterior análise:

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Em um cenário hipotético, um usuário que não usa muito seu smartphone e, portanto, não precisa de uma tela muito grande, já que sua interação com ela é sempre bem básica, optou pelo iPhone 6. Ele ganha 10 horas a mais de reprodução de áudio, 1 hora a mais na reprodução de vídeo e um pouco em navegação na web e em chamadas telefônicas. Mas seu smartphone passa, na maior parte do tempo, em standby. E a bateria em standby se manteve a mesma: 10 dias. Paralelamente, outro usuário usa mais constantemente seu smartphone, e optou pelo 6 Plus. Ele ganhou o dobro do tempo de reprodução de áudio, 4 horas em reprodução de vídeo e 6 horas em standby. Mas no quesito conectividade – que é, na maioria dos casos, o mais explorado pelos que usam seu smartphone constantemente –, os avanços continuam não atingindo valores desejáveis. São 12 horas de navegação na Wi-Fi, LTE ou 3G. O valor é comparável à outros smartphones que conquistaram grande parte do mercado, mas… Cadê a inovação da empresa que revolucionou o mundo várias vezes?

O iPhone é, internamente, uma briga de espaço de componentes. É objetivo da Apple, e certamente das outras grandes fabricantes de smartphones, produzir aparelhos cada vez mais leves e mais finos. A bateria é um dos componentes que mais ocupa espaço internamente – mais do que o próprio processador! –, e torna-se bastante complicado para as grandes empresas atingir o aumento da capacidade da bateria mantendo seu tamanho. É um desafio que, acredito eu, será superado futuramente. No entanto, estamos, hoje, presos à essa barreira. Esperemos que a Apple a quebre. A bateria do iPhone 6 trouxe melhorias assim como todas as outras gerações do iPhone trouxeram em relação às suas antecessoras, mas a inovação não chegou desde o primeiro iPhone até hoje. Apple, ainda estamos aguardando por ela. Há sete anos.