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Apple perde nome ‘iPhone’ no Brasil; direito de uso é da Gradiente. E agora?

iphone-2007

“Hoje é um dia que eu aguardo por dois anos e meio. De vez em quando, um produto revolucionário chega e… muda tudo. E a Apple tem… bem, primeiramente, é um prazer ter trabalhado em apenas num desses produtos em sua carreira. E a Apple tem sido muito afortunada, por ter sido capaz de introduzir alguns desses [produtos revolucionários] no mundo. Em 1984, nós introduzimos o Macintosh. E ele não só mudou a Apple; ele mudou a indústria de computadores inteira. Em 2001, nós introduzimos o primeiro iPod. E ele não só mudou a maneira como nós todos escutamos música: ele mudou a indústria de música inteira. Bem, hoje, nós estamos introduzindo três produtos revolucionários. […] não são três aparelhos separados, é apenas um aparelho. E nós o chamaremos de iPhone. Hoje! Hoje, a Apple irá reinventar o celular.” – Steve Jobs, na apresentação do primeiro iPhone, em 2007.

O grande problema é que sete anos antes do mundo conhecer o iPhone da Apple, a Gradiente já tinha solicitado, no INPI, o registro da marca “IPHONE” para um aparelho seu lançado em 2000. Depois de muito tempo, a Gradiente resolve relançar seu tal “Iphone”, alegando que não tem a intenção de se aproveitar do sucesso do aparelho da Apple para iludir consumidores. No finalzinho do ano passado, de acordo com o que mostramos aqui no iPS, a fabricante brasileira Gradiente criou uma polêmica ao lançar o ‘Iphone’ – com ‘I’ maiúsculo –, um androídezinho  de R$700 que vem com uma tela de 3,7 polegadas 320x 480, processador single-core de 700MHz e suporte a dois chips: dual-SIM. A Gradiente apresentava, até então, um comportamento passivo, elaborando até mesmo um vídeo (com péssimo marketing, por sinal) explicando que “a Apple tem um aparelho fantástico e um comandante brilhante, e a Gradiente tem um aparelho muito bom com dois chips”.

Apesar de inicialmente o lançamento legal do iPhone da Gradiente ter sido motivo para uma boa discussão, a situação se demonstrou efêmera – leia: “A efemeridade no mundo da web”, uma ótima matéria do redator Guilherme Freitas. Até que ontem, o jornal O Globo reabriu o tópico, noticiando que, como já era esperado, a Apple perdeu o nome iPhone no Brasil para a Gradiente. A próxima edição da Revista da Propriedade Industrial, que sai dia 5, trará a rejeição a pedidos da Apple. Mas e agora, o que acontecerá? Duas coisas óbvias. A primeira, é um diálogo comum do brasileiro:

– Oi, comprei um iphone!
– Que legal! É o 4S ou o 5?
– Gradiente

A segunda consequência óbvia que acontecerá é um futuro acordo da Apple com a Gradiente, para uso, pela firma Cupertiniana, da marca iPhone no Brasil. Pelo menos por enquanto, não há motivo para muito desespero: o iPhone não (!) mudará de nome em terras tupiniquins, okay?.